Share |

“Administração das Águas do Norte deve ser demitida o quanto antes”

Os dirigentes da Águas do Norte - empresa pública nascida em 2015 a partir da agregação da Águas do Douro e Paiva, Águas do Noroeste, Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro e SIMDOURO - devem ser demitidos e arriscam-se a responder pelo crime de desobediência, afirmou Catarina Martins à saída de uma reunião com trabalhadores desta empresa.

 

A coordenadora do Bloco denunciou um “processo gravíssimo de assédio aos trabalhadores” que está a decorrer na Águas do Norte, cuja administração tem “um projeto de despedimentos e rescisões forçadas e estão a assediar os trabalhadores para os deslocalizar vários quilómetros do local em que estão a trabalhar, sem que nada o justifique”.

 

“Como a maior parte dos trabalhadores ganha pouco mais que o salário mínimo, não têm capacidade financeira para suportar as despesas com essas deslocações”, de Guimarães para Barcelos ou Vila Real.

 

Para além deste “cenário absolutamente inaceitável”, prosseguiu Catarina, “as Águas do Norte estão a fazer exatamente o contrário do que era suposto estar a fazer uma empresa pública” no que toca à regularização dos vínculos precários. É que enquanto a lei prevê essa regularização também nos casos de trabalhadores a cumprirem funções permanentes através do recurso ao falso outsourcing, a Águas do Norte está desde o início do ano a recorrer a este tipo de contratação externa “para tudo e mais alguma coisa, de uma forma absolutamente ilegal”. Uma situação que configura “um crime de desobediência”, lembrou a coordenadora bloquista.

 

Por isso, e “sem prejuízo de outras sanções que devam ser aplicadas aos administradores das Águas do Norte, é imperativo que esta administração seja demitida o quanto antes”, defendeu Catarina, considerando que “o governo não pode de maneira nenhuma ratificar uma atuação absolutamente fora da lei da administração de uma empresa pública e o que esperamos é que atue imediatamente”.  

 

“A situação é tão grave, que hoje reunimos numa sala cheia de trabalhadores e nenhum deles quer estar aqui a contar-vos a história individualmente porque estão a ser perseguidos um a um. Até as moradas deles andam a circular. Isto não pode acontecer em Portugal”, concluiu Catarina Martins.

 

 

Lê também:

Bloco denuncia assédio moral contra trabalhadores das Águas do Norte