Share |

Bloco não aceita privatização do Centro Infantil de Pevidém

Crianças

O Bloco de Esquerda tomou conhecimento que a Segurança Social se prepara para privatizar o Centro Infantil de Pevidém. Na base deste plano de privatização não está qualquer intenção de melhoria dos serviços prestados.

A Segurança Social quer proceder a um processo de privatização a 2 meses do início do ano letivo; quer mudar direções, gestões e equipas educativas, sem ter em conta o que isso possa acarretar para as famílias. É um processo penalizador para pais, crianças e funcionários, e cujo único objetivo só pode ser aproveitar as férias para despedir trabalhadores.

É mais uma medida na sequência de outras do atual governo que visa destruir o serviço público ou o que dele resta na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Esta é a única razão que justifica a opção pela privatização dos infantários, a par da clara intenção deste Governo PSD-CDS em despedir o maior número de pessoas afectas à Função Pública.

Trata-se de um processo que só pode merecer o nosso repúdio e a censura pública: a privatização do centro retirará das mãos da segurança social o controlo deste espaço e da qualidade do mesmo, mas não retirará as despesas pois, como se sabe, a Segurança Social financia e subsidia as IPSS que ficarão a explorá-lo. Ou seja, a opção do governo de Direita é destruir o serviços público para ficar a pagar rendas a privados para que estes prestem os mesmos serviços que antes a Segurança Social fazia, provavelmente com encargos acrescidos que financiam os lucros dessas mesmas empresas.

É mais um ataque às famílias que ficam na incerteza do futuro, não sabendo se o Centro Infantil de Pevidém continuará a funcionar, com que equipa e com que preços.

O Bloco de Esquerda não aceita e não se conforma a destruição do público em benefício de privados, e por isso solidariza-se com os funcionários que têm o seu emprego em risco, apelando à contestação e à luta contra esta proposta ridícula e lesiva dos interesses do Estado, de pais, crianças e funcionários.

Nesse sentido, o BE apresentou ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social, sobre este problema as seguintes perguntas:

 

1. Confirma o MSSS que o governo pretende alienar este estabelecimento?

2. Quantas crianças estão inscritas neste estabelecimento?

3. Quantos funcionários trabalham neste estabelecimento?

4. Quem são potenciais candidatos à compra do Centro Infantil/Infantário?

 

Ver a pergunta